segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O MEDO.

Onde permaneço em um lugar que mal conheço?

Em que coração habito sem saber que ali fui colocado?

Em que olho estou para ser observado?

Em que poema existo sem saber que ali fui escrito?

Em que quadro vivo sem saber que ali fui pintado?

De que lado estou no qual a escuridão me habita dia e noite?

Que sofrimento sou que coroe algum peito?

Que paixão sou sem sabe que acabei despertando?

E que vida é essa que por mim ainda não foi encontrada?


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E para comemorar os mil acessos a este humilde, porém limpinho blog, "O Medo", poema que abre “Quatro Paredes”, livro meu ainda inédito.

10 comentários:

ANA PAULA disse...

Parabéns pelo livro e em especial por este poema. São os nossos medos que nos impedem de encontrar a vida a que temos direito.
Obrigada pela passagem no meu blog, mas aquele é uma brincadeira.
O meu blog principal é:
http://anapaulavictorino2001.blogspot.com
Gostava que visitasses.
Beijinho e tudo de bom

Daniel Costa disse...

Carlos Alberto

A avaliar pelo poema, o livro será óptimo. Porém o medo é algo que nos persegue e está aqui bem expresso pales pontos de interrogação.
Abraços

Carlos Alberto disse...

Valeu Ana, olharei o outro blog.
Valeu Daniel.

Anônimo disse...

O medo é a forma de expressão mais sincera que existe. Como vc bem observou, tentamos escondê-lo, mas ele se mostra em lugares em que nem ele mesmo esperava. O amor pode ser mais forte, mas é muuuito mais sutil.
Ass.: Guess who, D. Carlos...

Carlos Alberto disse...

Valeu companheiro. :)

paularyana disse...

Gostei!!

Carlos Alberto disse...

Prazer ter você aqui.

M. disse...

Só tu podes encontrar a resposta...

Mas parece-me que estás no bom caminho....

Não estranhes...Essa dúvida percorre toda a gente...e por vezes morre-se com ela...

Ismael Angelus disse...

Hey cara, pelo visto esse vai ser o nosso ano como escritores.

=D

Estou um pouco distante da poesia para me focar mais no conto, mas ler a sua me inspirou a voltar para ela com mais força.

Espero que logo logo tal obra esteja no bolso traseiro da minha calça me fazendo a aquela companhia que só os bons livros conseguem.

Carlos Alberto disse...

Estamos em caminhos parecidos Angelus, também tenho me distanciado um pouco da poesia para ver se acontecem uns contos.

Massa que tenha gostado do poema. E sobre o livro, creio que ainda vai permanecer inédito por tempo, mas aos poucos vai parecendo aqui e na internet.

Valeu.