domingo, 14 de novembro de 2010

SOBRE IDÉIAS E ZINES.

Produzi fanzines durante uns 3 anos de minha vida. Tempo bom. Onde era possível brincar de ser editor, escritor, artista plástico. Fazendo experiências com papéis e poemas mal escritos. Durante 3 anos fui editor do “Prosa Prozac”, zine de poesia onde fazia umas experiências tanto na confecção, já que nunca fiz oficina sobre o assunto, então fazer cada zine, fazer cada página era um tipo de descoberta. Também existiam as experiências com os poemas, escritos muito às vezes somente para o zine, e sem ele, nunca chegariam a funcionar. Foram uns 3 anos como disse, um tempo bom onde tive a oportunidade de conhecer gente que fazia zines quanto gente que não. Os Zine-ses, evento que aconteciam sempre em um canto diferente da cidade e onde podíamos vender, comprar, trocar, repartir, dar aquilo que produzíamos, funcionava muito bem. Era um tempo também onde as pessoas conversavam por cartas. Esperava-se uma carta de algum conhecido ou desconhecido que leu o que você escreveu, e vinham com impressões, conversas para dividir. Um tempo legal. Então foi meio que esfriando, esfriando e eu fui perdendo o tesão de produzir fanzines. Criei blogs e dês de então só tenho escrito em páginas suspensas na internet. Tentei algumas vezes voltar a produzir algo em papel, mas somente esporadicamente.

Então que há meses atrás a idéia me voltou. Voltar a produzir um zine em papel. Claro, literário, mas não mais com os poemas e textos que escrevo, e sim de quem leio. A idéia surgiu na cabeça e me aparece quase diariamente. Então talvez seja hora de voltar.

A sensação de produzir um zine em papel é muito boa, trabalhar com papel, caneta, cola, durex, tesoura, fazendo colagens e escrevendo, é algo que dá certo trabalho, mas que não deixa de ser prazeroso. Então estou com essa idéia já faz um tempo, e estou tentando colocar em pratica. Já convidei escritores conhecidos meus e outros que leio na internet e já recebia até material, exemplo da Anna K Lima com sua prosa poética muito bela.

Não sei ainda como será o zine, em formato. Sei que provavelmente será tosco, com colagens. Quero chegar ao ponto onde lembre realmente fanzine, aqueles antigos que víamos nos anos 90 e que não são mais produzidos nos dias de hoje. Zines sobre bandas com colagens toscas e bom conteúdo. Sei que provavelmente será assim, mas o formato ainda não tenho definido. Sei que já deveria estar pensando muito nisso, mas como as outras experiências que tive no assunto, os zines quase falavam por si só e meio que tomam conta da situação, ficando prontos somente quando tem que ficar, e da forma que tem que ficar. Gosto disso.

Ainda levará um tempo para que mude de pensamento invisível para algo palpável. Mas não existe presa. Não existe ninguém esperando. Assim como este blog, é algo que farei mais para mim do que para um outro. E é claro que quando tiver pronto posto algo para algum interessado.

5 comentários:

M. disse...

O contacto com a matéria, por vezes, é inspirador. Uma comunhão.

O qie fizeres só pode sair bem...

Carlos Alberto disse...

Obrigada M, estou no começo deste zine e ainda não sei o que sairá, mas espero que pelo menos fique algo legal de ler. E sim, é inspirador trabalhar com papel...

Rute disse...

Olá Carlos, obrigada pela sua visita a Literatura Infantil, seja sempre bem-vindo.
Parabéns pelo blog, o contéudo e a temática do blog excente.
Voltarei mais, vezes aqui.
Beijos

Carlos Alberto disse...

Oi Rute, teu blog é bem legal. Volte sim, criemos contatos.

Paty Lopes disse...

Massa!!
Poow cara, zine eh o livro mais underground q conheço uma expressão linda!!