segunda-feira, 7 de setembro de 2015

07/09/15


Ter um pouco de noção quando se vai falar de algo é uma coisa interessante. Saber de si primeiro para depois atacar o outro. Não que tenhamos que pensar em tudo que dizemos e fazemos o tempo todo, balancear antes se está errado ou incrivelmente certo. Muita coisa sai por sair mesmo, e é bom que seja assim. Não é necessário ser consciente de tudo o tempo todo.  Mas respeitar os que vieram antes de ti é algo importante, é algo que pode ser até sábio. Saber da própria pequenez antes de apontar a derrocada do outro também é extremamente importante.

É natural da juventude querer desmerecer os mais velhos, os que vieram antes, os que fizeram algo, mesmo que pequeno, mas antes. É natural da própria juventude essa negação daquele que é o antes. É natural porque a juventude acredita na força, em alguma força, acredita que tem alguma força. Acredita-se que juventude é força, enquanto velhice é só cansaço. Acredita-se que o novo sempre vem, e por vir, existe então essa vontade de negar o antes, o herói já velho. E por estar velho está derrotado, destruído. É a pura arrogância dos novos. É a pura arrogância da juventude. Mas ser jovem é ser arrogante. Crer que se é indestrutível, forte. Quando na verdade não é isso mesmo por completo. Estão todos perdidos no final das contas. No final das contas não existe algo novo ou velho. Tudo são continuações.

Existe essa arrogância de querer matar aquele que veio antes de ti. Matá-lo antes do tempo previsto. Querer matar quem se veio antes pra provar que você agora é quem tem força. Mas talvez seja bom e necessário enxergar que aquele que veio antes de ti, aquele que ainda está ai construindo algo, ou vivendo daquilo que construiu, mas ainda está, é mais forte ou tão forte quanto tu que só está começando. Enquanto você ainda está engatinhando a curtas passadas. Ele já construiu um caminho. Tu, talvez nem tenha começado. Mas ainda nem sabe disso.


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