RES DUBIA, REINALDO!

A lua flutua entre as quatro paredes de meu quarto Os prédios crescem muros aqui dentro Crescem alto e eu penso grande.
Jesus cristo me olha e me aponta dois dedos (como se fosse arma) Eu crio monólogo e digo o que penso Sinto e sobre todas as perguntas não respondidas, Ele me observa sem responder Mas repentinamente diz que tenho que enxergar.
De minha janela vejo que o mar esta fechado para reformas, Me pergunto que grandes mudanças farão (faremos). Carros passam rápido E o verde desliza pela paisagem.
Sinto que um outro mundo está mais próximo de mim agora Mas revoluções dissolvem-se em meus dedos Como se fosse água.
Meus amigos estão cada vez mais distantes e sérios Todos com empregos fixos nos bolsos. Eu continuo sentado fazendo versos E me perguntando se isso poderia ser considerado poesia.
22/08 /05 – 04:30