-E então, você vai fazer? -Sei não... -Deixa de ser frouxo, tô com a arma ali no carro, estacionei na rua de trás. -O que eu ganho com isso? -Te dô uma grana, e mais o que tu quiser na cama. -Eu tenho emprego. E você já faz o que quero na cama. -Faço mais. -Tem uma coisa que eu sempre quis que fizessem. -Fala, eu faço. -Faz nada, nenhuma teve coragem. -Se você fizer a tua parte eu faço sim, o que é? -Nãm, nenhuma teve coragem. -Eu faço. -Conversa. -Verdade, juro. Diz o que é. -Você é uma mentirosa. Nisso dou um tapa na cara dela. Faz barulho e ela se treme toda, bate com o corpo no copo, na garrafa, derrama cerveja. O bar inteiro olha. São sete caras e mais duas donas que estão acostumados com tudo, mas sempre reparam, nunca perdem. -Seu filho da puta – ela diz. Está com raiva, os olhos arregalados, ódio puro. – Você não devia me tratar assim, você não pode. -Ah, cala a boca. Deixa de drama, você tá acostumada com isso, leva do teu marido...