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O MUNDO ESTRANHO DE UM HOMEM SÉRIO.

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O professor de física Larry Gopnik ( Michael Stuhlbarg )começa a ver sua vida tumultuada de problemas depois de receber de sua esposa um pedido de divórcio. Na verdade não um pedido, mas um aviso de uma esposa calma e tranqüila dizendo que está tendo um caso com um conhecido e que quer o divorcio para poder se casar. Mais ou menos a partir disso o professor começa a se dar conta da vida que tem levado. Dá-se conta do filho distante que só se importa em fumar maconha entre uma aula chata e outra e assistir programas de televisão, e que só o procura para que ele ajeite a antena da televisão. Da filha que só pensa em lavar os cabelos para poder sair, e do parente doente que passa o dia inteiro dentro do banheiro drenando um cisto ou algo do tipo que tem no pescoço. O professor de física a partir dos acontecimentos ruins que se apresentam começa a se questionar sobre a própria vida, e busca respostas para suas perguntas dentro de salas de advogados rabinos – ou rabinos advogados, que não l...

ONDE VIVE A SOLIDÃO.

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Max é um garoto ativo e solitário. Corre pela casa perseguindo o cachorro, cria igloos na neve do lado de fora da casa, e se sente sozinho. Sua irmã mais velha prefere as conversas com os amigos adolescentes, sua mãe passa o dia no trabalho e enquanto está em casa tenta encontrar tempo entre se preocupar em não perder o trabalho, fazer as coisas de casa e cuidar dos filhos. Ela pede que ele lhe conte uma história à noite quando se sente perdida. Mas ainda assim Max se sente sozinho. Para fugir disso, cria um mundo de fantasias. Uma pilha de neve do lado de fora da casa que se torna em um igloo, a cerca que se torna em um soldado, uma cabana feita de lençóis dentro do quarto que se torna em esconderijo, ou nave espacial prestes a decolar, e ele quer dividir isso, mas os mais velhos têm muitas outras coisas para se preocupar; a vida de gente grande. Em dado momento Max briga com a mãe. “ Você está descontrolado. ” Ela diz para o menino. “ Não é minha culpa. ” Ele responde antes de fugir...

ALICE EM UM PAÍS DUBLADO.

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Não vi tanta falação da mídia por um filme dês de " Avatar " no ano passado (Que é claro que vi nos cinemas - gosto de um bom show, mesmo que este mostre o que já é o mesmo) quanto como para Alice no País das Maravilhas , novo filme de Tim Burton . É claro que dês do ano passado também estava esperando o filme estrear para ver o que Burton fez com a personagem de Lewis Carrol . Pra mim, ele seria o cara para colocar nas telas os personagens estranhos do escritor. Burton gosta de personagens estranhos, mundo onírico, fantasia. “ Cara, tô pensando em tomar um doce para assistir o filme em 3D. ” Me disse um amigo. É, eu também queria ter visto o filme em 3D, queria ter visto pelo menos o filme legendado no cinema. Mas incrivelmente só chegaram cópias legendadas em duas salas de cinema desta cidade. Vai entender o porque das pessoas! E o jeito foi assistir Alice no País das Maravilhas dublado com jeitão de sessão da tarde dentro do cinema.

A MARCA DA PUREZA.

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Personagens reprimidos e repressores. É mais ou menos isso que vejo nas obras de Michael Haneke . Foi isso que vi em “ A professora de Piano ” (disgusting movie) e em “ Cachê ”. Um mundo de segredos, o homem e seus segredos. Seus assassinatos noturnos, seus sonhos não concluídos, seus desejos mais agressivos e mais guardados. Medo. Personagens reprimidos. É mais ou menos isso que vejo nas obras do diretor Austriáco. Não foi diferente em “ A Fita Branca ”, seu mais novo filme. Nele Haneke vai da trama pública para a privada. Para o drama de uma pequena sociedade, para o drama privado de seus habitantes, e para mais fundo, para os dramas internos das pessoas. Haneke cria uma narrativa contando a história de um pequeno vilarejo no meio do nada da Alemanha, que começa a ter a suposta paz perturbada depois que alguns acontecimentos misteriosos. É depois que o médico da cidade sofre um sério acidente caindo de um cavalo que ficou preso em uma armadilha, que autoridades são chamadas para inv...

DOO WOOP - A VOLTA DE QUEM NUNCA DEVERIA TER IDO.

Ela diz que vai embora, não se despede e bate a porta. Eu estou distante, quase não consigo ouvir. Só depois que vejo o que não existe mais. Ela diz que vai embora e que nunca vai voltar. Mas depois volta, em silêncio, mais volta. E eu nem penso em como seria se ela não voltasse mais. Minha companheira e.m. voltou ao mundo blogger . Depois de dar fim a seu Lado-e , volta com o Doo Woop . E volta com uma das coisas que mais lhe agrada; a música. Do Woop é o novo blog de música de minha companheira e. por lá ela silenciosamente está soltando como sempre bons sons. Que vão dos clássicos , dos indies mais novos , dos Folks songs, aos blues com guitarras falantes ou vozes potentes . Eu bem que estou devendo uns textos para ela. Mas essa dívida pagarei já, já. Doo Woop , dica aí para quem gosta de música boa.

SOBRE CARTAS E PESSOAS.

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Existe sempre alguma palavra dentro de nós, presa, escondida, nunca revelada. Existe sempre alguma coisa a ser dita sobre algo vivido, ou algo que se deixou de viver. Experiências, vida que segue sem pedir licença, o tempo que passa e as pessoas que se conhece e depois nunca mais encontramos no resto da vida. Um amor de uma noite, um amor de carnaval, um amor para sempre e depois o sempre como algo sempre a ser procurado, e nunca encontrado. O melhor amigo que você tinha quando era criança, o que era para ser para sempre e nunca mais foi encontrado. Existe sempre algo a ser dito, existe sempre algo para falar para alguém. Existe sempre tudo aquilo que eu queria te dizer, mas que nunca disse. A carta escrita e nunca enviada. A palavra nunca proferida. Tudo. Tudo que eu queria te dizer. “ Tudo Que Eu Queria Te Dizer ” é a adaptação para o teatro do texto com mesmo título da escritora Martha Medeiros , uma das boas vozes femininas da literatura contemporânea brasileira. Adaptação feita pe...

CAVALO DO DIABO.

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Cavalo do Cão é um capanga de seu Matias, o prefeito da cidade. É preso pelo policial Cancão depois de matar um jovem por ter feito brincadeiras com o nome e seu patrão. Na delegacia, Cavalo do Cão mostra a força que tem como guarda-costas do coronel prefeito da cidade. Cancão se orgulha por ter prendido o valentão da cidade, e chama Ivalino , faxineiro da delegacia e poeta, para os dois juntos criarem versos para desmoralizar Cavalo do Cão para a cidade. O matador promete a morte a quem fizer gozação de seu nome, e Ivalino não quer morrer de morte matada, seu negócio é só criar poesia. Cancão só quer ser reconhecido por todos por ser aquele que prendeu alguém que deveria ser preso. Cavalo do Cão se gaba por ter o protegimento do prefeito e dono da cidade, se gaba até descobrir que o prefeito não o irá tirá-lo da cadeia por não precisar mais de seus trabalhos. O povo da cidade vem em busca do assassino valente para cobrar em vingança os crimes por ele cometido, cria-se então um impa...