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THE GOLD FIRE SESSIONS.

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Uma galera que eu gosto na música tá se preparando pra lançar trabalho novo. Tô só por aqui sacando as coisas e esperando. E a notícia boa nesse fim de semana foi, " I Don´t Want: The Gold Fire Sessions ", novo trabalho da Santigold , cantora muito querida por este aqui que escreve. Já acompanho o trabalho dela faz um tempo, e é claro, que a cada lançamento, fico sempre na espera do que irá ser lançado nos próximos anos. E assim estava sendo, até este fim de semana, onde de surpresa, a cantora disponibilizou na faixa, tanto no Spotify , quando no youtube , seu novo trampo. Como ela mesma descreve no tube, " I Don't Want: The Gold Fire Sessions " é um projeto que desenvolveu com o DJ e produtor Dre Skull . Gravado de maneira espontânea em um pouco mais de uma semana. O trabalho flerta entre o reggae, dancehall e música afro caribenha. Passei o fim de semana já ouvindo o som novo da garota. São 10 canções dançantes, repletas de colagens sonor...

DIRTY DREAM #4

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Enquanto eu tirava a barba, no rádio Nico cantada These Days .

CONTINUANDO.

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A vida é um mistério curioso. A vida com todas as suas voltas e caminhos. O que me leva a lembrar que coisa de um pouco mais de um ano atrás, passava por um processo no qual eu julgava como falta de fé. Eu sabia que não era falta de fé, mas sim a falta da importância da fé pra mim. Eu só não queria mais. Tanto fazia. Mas não era isso, e eu sabia na época. O que eu ainda não sabia era que aquele processo era apenas eu me desligando inconsistentemente de quem eu era, para me tornar um outro, um outro que ainda viria, que ainda vem, mas que também já está aqui. Eu estava me desligando de algumas crenças que já não pareciam me vestir mais. E como sou uma pessoa dramática, precisava de um ato dramático também no momento. Então levei um ano para entender o que era aquilo. Algumas coisas ficam escondidas dentro da gente, para se mostrarem assim, repentinamente. E quase um ano depois, como um raio, como uma iluminação, eu entendi em como eu estava me transformando, e no que eu precisava me tr...

HEY MAN, THAT´S NO WAY TO SAY GOODBYE.

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Lembrei de uma conversa onde uma colega me perguntou o que eu tava fazendo e eu disse que ouvindo música. Ela perguntou o que eu ouvia. Falei Leonard Cohen . Ela respondeu que não conhecia. Mandei pra ela “ I'm Your Man ”, que tava ouvindo no momento. Minutos depois ela me escreve que se alguém cantasse assim pra ela um dia, era capaz dela morrer. Mister Cohen parece que sempre soube das coisas.  Leonard fez a passagem, deixando uma obra que parece ser grandiosa. Uma obra que ainda não conheço por completo. Passei a acompanhar o trabalho do cantor tardiamente, na verdade acompanhei de verdade por agora, onde praticamente lançava um disco por ano nos últimos três que estão passando. Mês passado saiu, e pode-se dizer infelizmente, o último disco do cantor; “ You Want It Darker ”. Acho que me identifico mais com essa fase mais velha de Cohen, onde sua voz cada vez mais grave, onde seu jeito de cantar era quase como quem declama profundamente poemas em um microfone. Nestes últimos ...

SÓ O OURO.

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Santigold não consegue cansar de si mesma. E nem eu consigo cansar de ouvi-la. Parece clichê pegando a música nova da cantora, e é, e também não é. Mas venho acompanhando o trabalho de Santi White dês de 2008, quando lançou seu primeiro disco, “ Santogold ”, e tanto esse quando seu sucessor “ Master of Make -Believe ” foram trilha sonora de meus dias por muito tempo. A moça dês de lá sempre veio mandando músicas boas misturando indie, dub com hip-hop. Neste “ 99¢ ” lançado este ano, Santigold veio com talvez o trabalho mais pop de sua carreira, e o disco tá bom ó, muita música para dançar e ainda umas mais melancólicas com aquela sensação de nostalgia que a moça sabe fazer bem. Na música que abre o disco e que virou um vídeo interativo, Santi canta que é sua maior fã, tem investido em si mesma e que tudo que quer fazer é o que ela sabe fazer de melhor. Pra mim, a senhorita Gold tem feito boas músicas dês de seu começo. Talvez ainda falte despontar prum público maior, talvez es...

KING. DO BLUES.

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Eu tinha diversas coisas pra fazer. Pros outros. Domingo é sempre o dia mais corrido. Andando pra lá e pra cá. Aquela impaciência. Dos outros. Pressa pra quê? Tamo caminhando pro mesmo lugar. Levei comigo um som pra colocar no sonzinho que durante a semana rola coisas de padre. Do outro lado sempre vem aquele brega, aquela música de dor de cotovelo. Levei comigo um som pra me acalmar e fazer as coisas fluírem bem melhor pra minha cabeça. -Se eu ouvisse 15 minutos disso aí eu ficava era doida. Me disse uma colega, enquanto rolava já minutos do King of Blues do Davis. Fiquei com vontade de falar que é esse tipo de coisa que eu escuto que me afasta um pouco da loucura que vem da minha própria cabeça e da que vem da cabeça dos outros também. Mas que diferença faria falar isso ou qualquer outra coisa? Cada um escolhe a própria loucura. Ou é escolhido. O disco de 59 do mestre Miles Davis sinceramente é uma das coisas mais bonitas que eu já ouvi do cara, um dos meus predileto...

PLAY #5.

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Nada como ter álcool, ter um Hulk guardado pra emergência (essa é a hora de usar), muita música e filmes de terror. Os jogos do fim de semana estavam começados. Nada como isso. Somente descobrir repentinamente no começo da noite que suas férias terminaram. O que não tem remédio, remediado está. E se não tem remédio pra tudo nesse mundo, pro que tiver eu vou tomar. Já diria Lourenço Mutarelli. O que sobra é o resto da noite com pouquinho de álcool, muita música, um Hulk e filme de terror. Amanhã a gente vê o que dá pra fazer.

PLAY #4

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Uma trilha presse fim de semana.

FELLS LIKE TRASH.

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Bully foi formada em Nashiville em 2013, lançaram um ep em 2014 e no ano seguinte “ Fells Like ”, o primeiro disco, com umas porradinhas mesclando Punk com Indie Rock . Nos vocais Alicia Bognanno , vinda de Minnesota . Alicia é uma loirinha lindinha que quando abre a boca solta uns berros consideráveis. O jeito de cantar que vai calmo e nos refrões pro roco rasgado em músicas como “ Too Tough ”, “ Trying ”, “ Trash ” e " Six " me lembraram na primeira audição algo meio Pixies ,  Breeders . E o som da banda talvez esteja por aí, pela banda de Black Francis , Kim Deal , o Nirvana de C obain , e algumas outras bandas dos anos 90. Talvez seja isso. Quem sabe eles tenham outras influências que ainda não consegui pegar. De toda forma, “Fells Like” vem mostrando o som que a banda quer fazer e é um bom disco de estreia. Pode soar um pouco repetitivo na primeira audição, mas pra mim tá valendo escutar, é bom ver gente gritando em microfone, fazendo música com gui...

PLAY #3.

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Sexta-feira, então vai mais uma playlist com uns sons, pra quem sabe animar você que passa por aqui, como animou uma noite minha por aí.

Play #2

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-Tu só gosta de beber lá porque tu faz o DJ. É meio que verdade sobre o bar em que gosto de beber. Como já falei eu tenho uns problemas com bares e nem vou contar quais são agora pras pessoas não pensarem que sou mais estranho do que já pensam. Mas beber uma ouvindo bom som faz uma diferença. E quando é o som que você gosta mesmo faz bem mais. O fato é que quando você senta pra preparar uma playlist, você não tá pensando apenas no próprio gosto, você tá pensando que a floresta onde você tá, possa curtir também o som que você tá levando. Aí você tenta fazer as escolhas com cuidado e tenta colocar ali algo pra agradar um pouco o povo (preles não pedirem pra tirar seu som antes do tempo) e pra você curtir. Bom, eu só tô enchendo linha pra mandar a playlist da noite de ontem. E eu queria dizer que foi engraçado ver o povo se divertindo com as músicas que levei, gente vindo na mesa perguntar se tinha mais música de tal artista, e queria falar pro cara que veio me perguntar quem tava toca...

VOCÊ COSTUMAVA ME LIGAR.

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E se nos anos 60 o mestre Dylan tivesse acordado e resolvido fazer um cover do Drake , como ficava? O comediante, apresentador e ator Jimmy Fallon respondeu . E ficou muito bom.  

CALMANTE.

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Toda vez que eu escuto " Little Eyes ", eu fecho os meus e a voz da Georgia me envolve e me acalma dando uma tranquilidade. Quase sempre sinto isso quando escuto miss Hubley cantando no meu ouvido. E as vezes quando estou os ouvindo tocar, lembro de um cara nos anos 60 vivendo pelo underground de Nova York com sua banda que tinha uma modelo cantando no disco de estréia. E sempre fico pensando se essa banda não tivesse existido, como teria nascido o Yo La Tengo  anos depois.

MÚSICAS PARA DORMIR EM BARES.

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Eu tenho alguns leves problemas com bares, um deles é sentar pra tomar uma gelada com boa companhia e boa conversa e ter que aguentar música chata bra garai tocando. Então sempre quando posso, levo minha música de casa pros ambientes onde vou. Lembrei agora do doutor Lecter falando que sempre leva consigo sua comida, que é preciso ter cuidado com o que se coloca na barriga. Eu penso o mesmo sobre música, mesmo respeitando tudo e não pensando que o que eu gosto é melhor que o gosto dos outros, mas é preciso ter um certo cuidado com o que se coloca dentro da mente, principalmente quando se está tomando uma. Então preparei uma playlist pra levar pro bar onde gosto de tomar uma, pensando em sons que curto ouvir e pensando em pops que o pessoal jovem possa gostar também. O cara do bar colocou pra tocar, mas eu tinha esquecido que eu não sou mais xóvem, e não sei o que os xóvens indies curtem hoje em dia. Minhas músicas não foram bem aceitas. A floresta que tava antes dançando ao som de ...

P.J.

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Poucos artistas que vieram dos anos 90 pra mim conseguiram criar uma obra tão consistente e interessante quando Polly Jean.  Dês de “ Dry ” de 92 até “ Let England Shake ” de 2011, Polly Jean criou músicas incríveis dentro de discos incríveis, uma discografia sólida e sempre instigante. Em 2007 Com o lançamento de “ White Chalk ” a moça foi diminuindo as distorções e entrando num processo intimista bem bonito. Dias atrás foi pra internet o vídeo de “ The Wheel ” música do novo disco dela, “ The Hope Six Demolition Project ”, disco que parece de certa forma dar uma continuação a algo criado no disco de 2011. Não tenho dúvidas que será um bom disco. PJ não decepciona. Acho essa apresentação dela muito boa. A energia e a forma que interpreta as canções no palco dá gosto de ver.

PUNHETA.

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Boua.

DO DO DO

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I'm not trying to be cool I only wanna be kind I know that I've Pissed you off Babe I better rewind But I'm not yours And you're not mine No I'm not OK But I guess I'm doing fine Jealous others left behind Wonder years passed me by Far away but still on my mind Think of you from time to time But I'm not yours And you're not mine No I'm not OK But I guess I'm doing fine

CADA UM TEM A ATRAÇÃO DE FIM DE ANO QUE MERECE.

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WYE OAK LIVE.

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Amanheci ao som de Wye Oak . Essa apresentação que a dupla de Maryland , Jenn Wasner e Andy Stack fizeram em 2014, parece que foi pouquinho antes do mais recente da banda " Shriek ". Wasner percebeu que pro tipo de som que eles queriam pra esse disco, que era uma melhor baixista do que guitarrista, e a loirinha criou umas boas linhas de baixo junto com umas boas melodias . Ao vivo eles nem ficam devendo tanto.

EU TÔ SEMPRE APAIXONADO.

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