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Mostrando postagens com o rótulo Livros

CARTA SOBRE A FELICIDADE.

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" Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer por meio da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la.  Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz. Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem-...

TODOS OS POEMAS SÃO LOUCOS.

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marinheiro   Eu sei que você e eu somos pessoas por quem os sinos não dobram e os cães não ladram; e que a realidade não é uma pista de dança, nem a vida uma piscina onde você se afoga e é resgatado com vida. Se eu preciso registrar o momento e você não está ao meu lado, o verão, o bronze, o neon desbotado dos motéis também perderá a cor e eu me perderei nas ruas como um cachorro abandonado. Em cada pedaço de chão ou apartamento vazio, as janelas que você escancara não mostram o mundo lá fora. A inundação da chuva, motoristas atolados, ciclistas sem direção: o amor sob as cobertas quando a + b são sentimentos descritos em livros por um narrador sem rosto ou fome. Deixo você ir e também me perco no asfalto — morrendo de sede como marinheiro sem âncora tatuada no braço. espinha vertical   Imagine que você morra por dentro entre quatro ou doze semanas não consecutivas. Imagine do outro lado do telefone alguém que não te escuta. Já passou da meia-noite e você precisa dormir....

LIVRO.

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Escrevo dês dos 10 anos de idade, escrever se tornou um hábito bem mais que uma necessidade. Vez por outra leio ou vejo entrevistas de escritores por aí, famosos ou não, que dizem ter a necessidade de escrever, que se sentem doentes quando não conseguem escrever, mortos. Não é o meu caso. Escrevo porque gosto, porque criei um hábito, porque às vezes sinto que tenho algo para dizer e sinto essa sensação estranha de querer compartilhar com os outros, até com quem não conheço, o que penso através da escrita. Então a uns 5 anos atrás eu passei por um processo onde eu não conseguia escrever nada, mal meu nome em uma folha de papel. Como escrever tinha se tornado um hábito, eu senti esse processo de uma maneira muito estranha dentro de mim. Resolvi sentar então e pegar os poemas que tinha escrito nos últimos tempos e trabalhar neles. Fui lendo e relendo poemas que tinha escrito e vi que aquilo poderia se tornar uma unidade. Foi então que surgiu “ Quatro Paredes ”, um livro de poemas. E...

POR ONDE ANDA ARTURO BANDINI?

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Arturo Bandini é um dos meus personagens favoritos na ficção. A primeira vez que li uma estória de John Fante com o personagem foi em “ Sonhos de Bunker Hill ”. Fiquei maravilhado com o senso de humor de Fante usado na construção tanto do personagem como nas situações que o colocava. Deitava e lia e ria sozinho de diversas coisas que aconteciam com Bandini, um personagem tão humano, que cometia erros tão humanos que é quase difícil não se apaixonar. Adorei “Sonhos de Bunker Hill” de imediato, o li duas vezes no ano em que o comprei, e então já estava meio que tomado pela literatura de John Fante. A emoção nas histórias do escritor escorre pelas páginas. Um tempo depois li “ 1933 Foi um Ano Ruim ”. Li o livro de uma deitada só. O dia amanhecia e eu terminava as ultimas páginas. E o final, que final. Daqueles que você se segura pras lágrimas não rolarem no seu rosto. Desta vez a narrativa acontecia ao redor de Dominic Molise , um garoto que sonhava em ser jogador de beisebol. ...

MÚMIA NENÉM.

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A dinâmica do mundo é o terror. Somos nós, com o cérebro humano, que revestimos, reduzimos o terror a uma contemplação palatável. Para assim tornar a vida e sua abjeção intrínseca e assassina – possível. A crueldade é a colmeia onde habitamos. E a substância de nossos pensamentos, ou seja, (as palavras) o mel que a reveste – tudo ao inverso.  Tudo está exposto. A crueldade do amor – maquiada. O sexo de carnes e secreções (quase um esporro laboratorial) – desejado. O nascimento – o grito do ar incendiando o corpo – porque é com o grito humano que se celebra esta tragédia em direção ao aniquilamento. Nascemos crucificados no mundo.  Para os sábios a fórmula mágica de sobrevivência é aparentemente simples, mas exige convicção e treino: Mentiras afirmativas. Primeiro: recusar a ideia do suicídio. Depois alimentar a indiferença a tudo e a todas as coisas – como se existisse um plano, um destino imutável que nos comanda. Por último; usar a imaginação tal qual um mantra que...

O MÍMICO.

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O que faz com que um ser queira se tornar eterno? Qual medo interno de esquecimento terreno carrega dentro de si lutando tão fortemente para não passar por este mundo despercebido quando sua hora final chegar? Que necessidade é essa de transformar a hora final em um ponto de começo? Enrique Vila-Matas diz que: “ Todos desejamos resgatar por intermédio da memória cada fragmento de vida que subitamente nos volta, por mais indigno, por mais doloroso que seja. E a única maneira de fazê-lo é fixá-lo com a escrita. A literatura, por mais que nos apaixone negá-la, permite resgatar do esquecimento tudo isso sobre o que o olhar contemporâneo, cada dia mais imoral, pretende deslizar com a mais absoluta indiferença ”. Talvez possa ser isso que levou um homem chamado Vidiadhar Surajprasad Naipaul a escrever. Talvez. Mas só pode-se dizer talvez, porque os mistérios que este homem que se tornou de alguns anos para cá, um de meus escritores prediletos, são muitos. Gigantes e inimaginá...

TRAZ UM DEDO DO HULK AI PRA MIM.

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"Em 1937, a maconha foi incluída na Lei Harrison de entorpecentes. As autoridades argumentaram que se tratava de uma droga causadora de dependência, prejudicial à mente e ao corpo; e capaz de induzir os usuários ao crime. Eis os fatos: decididamente, maconha não causa dependência. Você pode puxar fumo anos a fio, e não sentirá nenhum incômodo se lhe cortarem o suprimento de repente. Já vi muito maconheiro na prisão e nenhum deles apresentava sintomas de privação da droga. Eu mesmo fumei maconha intermitentemente por quinze anos, e nunca senti falta quando estava sem. Maconha cria menos dependência do que tabaco. Maconha não causa danos à saúde. Na verdade, a maioria dos usuários afirma que ela exerce uma ação tônica sobre o organismo. Não conheço nada melhor para abrir o apetite. Quando fumo um baseado, fico logo com vontade de saborear um copo de xerez da Califórnia e uma boa comidinha caseira. Uma vez, cortei a dependência de junk com maconha. No segu...

ESCREVENDO.

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Não tenho dormido bem nesses últimos tempos. Na verdade não durmo bem dês do dia em que nasci. Dês de criança, povoado com essa sensação de sono durante o dia, e nenhum dele a noite. É desgastante, e tenho que conviver com isso. Há duas semanas resolvi usar essa falta de sono noturna, essa dificuldade para dormir, para escrever um livro. Eu tive um sonho, quando uma madrugada consegui dormir, e somente na outra noite consegui lembrar algumas coisas, pensar a respeito. Então acordei no outro dia com essa  ideia  de escrever um livro. Original não? Já pensou em quantas pessoas estão escrevendo livros nesse exato momento? E quanto à literatura realmente precisa, desses novos livros, novos escritores? É bom pensar nisso um pouco, talvez. Tanto faz. Então fiquei com essa  ideia   e resolvi trabalhar nos contos que venho escrevendo de 2005 até agora. Passei duas semanas praticamente nisso. Todo tempo livre, toda noite sem sono, deitava e trabalhava neles, escrevia o l...

O SORRISO DE LEONARDO.

[ olá, pequena publicação com 11 poesias, meu primeiro livro revisado no site ISSUU = O Sorriso de Leonardo = publicado em 2004 em edição de bolso - kafka edições baratas - 150 exemplares, reeditado na coleção de livros artesanais do meu projeto 21 gramas, publicado hoje no formato e-book http://issuu.com/barbaralia/docs/o_sorriso_de_leonardo/1 ótima semana e saudações poéticas] ______ Acabei de receber esse e-mail da senhorita Bárbara Lia . E é claro que fico mais que agradecido por receber um livro dela de poesias, um presente, uma magica em palavras para melhorar essa dura semana que ainda está no começo. Divido com vocês também esse presente.

O COLECIONADOR DE HISTÓRIAS.

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Harvey Pekar trabalhou sua via inteira em trabalhos normais, foi arquivista de empresa, onde criava intervalos para vender discos para conseguir uma grana a mais. Conheceu o desenhista Robert Crumb quando foi apresentado a um colecionador de discos de Jazz. Harvey colecionava discos de jazz de forma compulsiva, como se fosse um viciado em drogas. Depois de conhecer Crumb e voltar a ler HQs, resolveu escrever suas próprias histórias, percebendo que existiam histórias que talvez ainda não estivessem sendo contadas. Os escritores e desenhistas de super heróis tinham que chamar a atenção das crianças e adolescente, os escritores de Hqs underground faziam seu trabalho, mas Pekar viu que talvez existissem histórias que não estavam ainda sendo totalmente contadas por aí, ou quis simplesmente contar sobre o dia-a-dia da maneira como ele via as coisas. Depois de certa luta, conseguiu em parte se livrar do vício de colecionar discos raros, que o tomava tempo, energia e dinheiro, e passou...

EMBORA.

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Eu ia fazer um texto com a lista dos 10 melhores filmes de 2011, mas então lembrei que neste ano só fui ao cinema quatro vezes. Coisa estranha e que esta ficando cada vez mais normal em minha vida, eu me distanciar daquilo que realmente gosto de fazer. Dá para ver por este blog, que praticamente abandonei neste ano, com falta de assunto, reciclando textos postados em outros lugares e poemas velhos que já foram publicados em outros blogs. É companheiros, é a vida, vamos envelhecendo e a força vai diminuindo. Só não pensei que seria tão rápido. Vejo como estranho sentir que se chegou em um ponto em que não se pode ter mais as coisas que almejou, aquilo que achava que teria um dia, que coisas iriam mudar, que eu iria mudar. É estranho sentir que um tempo para ter certas coisas já não existe mais, como se eu fosse velho demais para tentar algumas coisas, ter certas experiências. Chega a ser dramático e ridículo sentir que estou passado demais, que o tempo foi embora. Mas real...

SEREIAS DE BENGALA.

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A história da humanidade não é a história de um tremendo equívoco. Fazemos o melhor que podemos. São poucos os que podem amar, dividir, compartilhar sabedoria e bens materiais. Mas isso não quer dizer que os que não conseguem fazer isso, as chamadas virtudes, estejam errados. Eles simplesmente não conseguem. Certa vez a minha criatividade me deixou. Deitado na banheira cheia d’água, eu via as minhas pernas. Massas de carne e pêlo envelhecidas e maceradas pela espuma. Então eu tive uma idéia. Me penteei. Pus um terno, enlacei os sapatos e fui para a esquina de uma igreja. Eu esperava as pessoas saírem e… Não, não era aleatório. Sabe quando você vai a uma lanchonete e olha a lista? O que você quer comer já está decidido minutos antes de você entrar na lanchonete. A tabela apenas funciona como a bacia de Nostradamus, uma carta astral. Eu escolhia as pessoas assim, mas elas tinham um perfil, ou possuíam um tipo de composição. Depois, eu seguia a pessoa uns três dias. Era tão bom nisso...

HOLY TERROR, A NOVA DO FRANK.

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Ao que tudo indica ficou pronto o mais novo livro de Frank Miller ; " Holy Terror ", que inicialmente começou como uma história que teria o Batman , Miller que a escrevia dês de 2005 resolvel mudar o personagem que se chama The Fixer . Parece que a história terá um lado político bem forte, e muitas cenas de ação e violência. "Holy Terror" que sairá por " Legendary " é prevista para ser lançada lá no Estados Unidos em Setembro e por aqui ainda sem data, já que aida não tem editora. É esperar.

O INQUISIDOR.

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INQUISIÇÃO “ Não percebemos os fatos como virtudes e aí está o problema. A morte é algo indissolúvel. Para nossa raça a morte sempre surge precisa, enigmática, vital. A vida para nós é uma aliada fútil. Morrer para nós chega a ser uma imposição. Roemos sem desejar, mas voluntariamente, um osso que é a vida. A medula só pode ser a morte. A vida é uma espécie de brisa sempre prestes a paralisar-se. A morte é a planície por onde a brisa corre.” - Foi o senhor quem escreveu isto? – amassando ligeiramente o papel. Não respondeu. Os olhos ficaram incrustados de lágrimas. Aquilo era demais. Não queria responder. Mesmo, pensava que não podia. O inquisidor parecia calmo mas queria uma resposta. Prestes a fechar o cerco de todo, ainda parecia pouco cruel no interrogatório. “ ... Mas eles possuem o sopro eterno. E a injustiça persiste como um pêndulo congelado. É preciso acusá-los. Sua indiferença ultrapassa os limites. A ciência do lado deles nunca atingiu nível tão alto. Bem que eles nos...